Episode 26
Neuromancer e o mundo do cyberpunk
Neuromancer (1984), de William Gibson, publicado no Brasil pela @editoraaleph, retrata um futuro em meados do século XXI no qual a vida humana se mistura quase totalmente ao digital: o corpo é frequentemente “otimizado” com bioimplantes e cyberware, enquanto as relações econômicas e sociais passam pela Matrix, uma rede global de dados acessada por conexão neural. O ex-hacker Henry Dorsett Case, banido do ciberespaço após uma lesão provocada por uma toxina, vive no submundo de Chiba até ser recrutado por Molly e pelo misterioso Armitage para uma missão de alto risco dentro do grande emaranhado urbano do Sprawl, dominado por megacorporações que controlam governos e segredos protegidos por sistemas de segurança como o ICE — em especial o “gelo negro”, capaz de matar. Com referências a empresas reais e tecnologias imaginárias, a obra consolidou a estética cyberpunk ao antecipar temas como identidade digital, redes globais de informação, mentes humanas fundindo-se a máquinas e o conflito de indivíduos marginais contra poderes corporativos onipresentes.
